1.4. Platão (429-347 A.C.)

Platão foi discípulo de Sócrates, sendo um dos mais importantes filósofos do período clássico. Platão escreveu a maioria dos textos conhecidos sobre Sócrates, destacando-se também por lançar sua teoria metafísica dualista. Platão propunha a divisão entre:

  • Mundo sensível: onde ocorrem mudanças de fato, o mundo corpóreo, mundo das coisas.
  • Mundo inteligível: mundo das ideias, metafísico, mundo do dever ser

Daí a dualidade da teoria platônica entre o real e o ideal. Para ele, a Justiça podia ser entendida sob a óptica da virtude ou como uma ideia: ao pensar o homem estaria operando no mundo das ideias, onde ele poderia encontrar as formas e a essência perfeita de todas as coisas. E então, ele teria estabelecido o modo como deveria comportar-se (virtude) tentando refletir a realidade pensada idealmente.

Vem desse raciocínio a máxima: “dar a cada um o que é seu” no sentido de que a justiça se realiza na medida em que cada indivíduo desempenha uma atividade e ocupa uma posição na sociedade de acordo com a sua aptidão (natureza preponderante).

Os pressupostos desse pensamento, portanto, são:

1. Mundo real x mundo ideal

2. De acordo com a sua natureza, cada homem ocupará ou desempenhará determinado papel (plano ideal)

3. A partir do momento que está cada um em seu lugar desempenhando o seu papel (mundo real) encontra-se a justiça.

Palavras e conceitos chaves:

  • Mundo dos homens e mundo ideal
  • “dar a cada um o que é seu”
  • Justiça= virtude praticada no mundo real + essência das coisas encontrada no mundo ideal